sexta-feira, 10 de junho de 2011

EXCLUSIVO: ''Foi o dia mais difícil da minha vida'', diz Doda sobre a morte de Cibele Dorsa

Da Holanda, o cavaleiro revela como a filha Viviane , e o irmão Fernando, superam a perda da mãe

Cortesia Doda Miranda

EXCLUSIVO: ''Foi o dia mais difícil da minha vida'', diz Doda sobre a morte de Cibele Dorsa Com EXCLUSIVIDADE à Contigo!, Doda divulgou uma foto de seu casamento com Athina. Nunca antes imagens da cerimônia haviam sido divulgadas

Em 26 de março, Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda Miranda, 38 anos, viveu um dos momentos mais difíceis de sua vida. Cibele Dorsa, 36, mãe de sua filha, Viviane, 11, e de Fernando, 14, fruto do relacionamento da atriz com o empresário Fernando Oliva, 54, caiu da janela de seu apartamento no 7º andar, no bairro Real Parque, em São Paulo. ''Custei a acreditar, ou melhor, não queria acreditar'', relembra Doda, que teve de dar a triste notícia às crianças.

Vivi mora com o pai na Europa desde os 2 anos e Fernando, que o cavaleiro considera como um filho, juntou-se à família em 2009, para conviver com a irmã e realizar o sonho de ser jogador de futebol, após morar um tempo com o pai biológico. Há cinco anos,Doda é casado com a bilionária Athina Onassis, 26, herdeira do armador grego Aristóteles Onassis (1906-1975).

O trio recebeu a revista CONTIGO! em uma de suas propriedades, o Centro Hípico AD Sport Horses, na cidade de Valkenswaard, na Holanda. Na entrevista a seguir, ele fala da morte de Cibele, de sua relação com a ex e da vida ao lado das crianças e da atual mulher. ''Choramos muito juntos e, até hoje, isso ainda acontece às vezes'', conta.

Pedaço do Brasil na Holanda

Doda e as crianças passam bastante tempo cuidando de uma de suas maiores paixões: cavalos. Tanto que o centro hípico na Holanda conta com uma casa que serve de base para a família, instalada oficialmente na Bélgica, a cerca de 25 minutos dali. O cavaleiro revela que se mudou para a Europa por causa da carreira, mas que chegou a pensar em voltar ao Brasil para criar a filha na época da separação.

A mudança não foi necessária porque Cibele concordou que o melhor para a menina seria viver com o pai, já que ela pretendia investir em sua carreira de atriz. Apesar de longe do Brasil, Doda faz questão de manter os laços com o país na criação das crianças. ''Meu coração é verde e amarelo. Nossos hábitos alimentares, música e programas de TV são, preferencialmente, típicos do Brasil. Marilda (Ferreira Lima, babá da Vivi) faz diariamente uma deliciosa comida brasileira para todos nós'', revela Doda.

Em casa, a família só fala português e, no dia das fotos, o lanche  da tarde foi pão de queijo e guaraná. Medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta (1996) e Sydney (2000) e ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (1999), o cavaleiro já venceu neste ano  a abertura do Global Champions Tour em Doha (Qatar), os Grandes Prêmios de San Remo (Itália), Basel (Suíça) e Bordeaux (França), além de levar o ouro em uma das provas do Saul Hermes, no Grand Palais, em Paris.

Presente no ranking dos 25 melhores atletas de hipismo do mundo, as vindas de Doda ao Brasil estão mais raras, mas o cavaleiro não deixa de vir ao país por causa da organização do Oi Athina Onassis Horse Show, que faz parte do Global Champions Tour e acontecerá  no Rio de Janeiro de 2 a 4 de setembro. ''Meu objetivo principal é atingir o TOP 10 até o fim deste ano. Além disso, tem os Jogos Pan-Americanos e tenho muita vontade de representar o Brasil'', garante. Confira, a seguir, a entrevista.

Como estão tocando a vida depois de tudo o que aconteceu?
As coisas estão voltando ao normal aos poucos. As crianças são muito fortes e inteligentes. Com o apoio da minha família e dos meus amigos, tudo tem melhorado dia a dia.

Como soube da morte da Cibele?
Uma amiga da Sibele (Doda grafa o nome da atriz com S como ela usava na época em que se conheceram), chamada Klara, me ligou cedo, mas eu custei a acreditar, ou melhor, não queria acreditar. Como contou para as crianças? Esse foi o dia mais difícil da minha vida, sem dúvida. Fui direto ao quarto do Fernandinho e falei com muita calma. Depois, pedi a ele para  ser forte e me ajudar a contar para Vivi. Choramos muito juntos e, até hoje, isso ainda acontece às vezes. É muito sofrido para um pai ver os filhos tristes, isso somado à dor de ter perdido a mãe de meus filhos. Eu já estava muito preocupado com a situação da Sibele, que havia me dito por telefone não ter mais vontade de viver. Falei para ela pensar nas crianças e buscar forças, pois tudo  ficaria bem e que eu iria cuidar dela. Coloquei um home care no seu apartamento por mais de duas semanas, além de ter pedido para instalarem uma rede de proteção  em todas as janelas e sacadas de sua casa. Ela decidiu abandonar o tratamento e passou a ter dias muito perturbados. Recebia e-mails maravilhosos me agradecendo por tudo e outros dizendo coisas  terríveis. De certa forma, eu já estava preparado e ficava apavorado em pensar que uma tragédia poderia acontecer. Sibele sabia que podia contar comigo sempre, pois nunca deixei de ajudá-la desde nossa separação, mesmo que sem obrigação, e mais ainda depois do trágico acidente (de carro) que ela sofreu em 2008. Ela teve várias fraturas e perdeu um amigo que dirigia seu veículo.

As crianças ainda falam da mãe?
Às vezes falamos, mas sempre das boas memórias que ela deixou.  

Como era a relação da Cibele com os filhos?
Para a Vivi a mãe sempre foi mais uma referência de maternidade biológica que propriamente ''mãe'', considerando a distância de nossas casas e o fato da Sibele raramente visitá-la, mesmo com todas as despesas de viagem pagas. Temos ainda de  considerar que a Sibele tinha projetos ambiciosos para sua vida profissional, movidos por verdadeira obsessão pelo sucesso no mundo artístico, e que isso era colocado acima de qualquer outra coisa. Porém esse fato não quer  dizer que ela não amasse a filha, em absoluto. Apenas concluo que, como ela tinha consciência de que não teria como compatibilizar suas aspirações artísticas com a criação da filha e sabia que a Vivi estava muito bem comigo, pôde ficar à vontade para se  dedicar quase que com exclusividade à sua realização profissional.

O assessor da Cibele, Maciel Fama, contou que vocês tinham um acordo no qual ela podia ir à Europa uma vez por mês, com tudo pago, para visitar as crianças.
Sim, é verdade, mas em oito anos ela veio somente três vezes visitar a Vivi, sendo que a última vez foi em julho de 2006, apesar de, mensalmente, receber passagens aéreas e hospedagem de uma semana, para que pudesse estar sempre próxima da filha. Eu procurava compensar isso levando Vivi toda vez que ia ao Brasil e quando o calendário escolar permitia, mas nem sempre a Sibele estava totalmente disponível para a filha. A última vez (em que elas se viram) foi durante nosso evento no Rio de Janeiro em agosto (do ano passado), ocasião em que paguei todas as despesas no mesmo hotel que ficamos para que Sibele pudesse ver as crianças. Combinamos que ela ficaria quatro dias hospedada, mas, infelizmente ela chegou no penúltimo dia e passou só 20 minutos com Vivi.

Desde quando Vivi mora com você?
A Vivi é um fruto maravilhoso de um namoro que tive com a Sibele em uma breve passagem pelo Brasil, pois já morava e trabalhava na Bélgica. Semanas depois do nosso primeiro encontro, ela me falou que estava grávida e, com muita felicidade, assumi com determinação a expectativa de ser pai. Sibele e Fernando foram morar comigo. Primeiro, ficamos em São Paulo. Depois, nos mudamos para a Bélgica. Vivíamos muito bem, mas, infelizmente a Sibele não se adaptou à vida na Europa e muito menos à minha rotina de cavaleiro, em que trabalho praticamente todos os dias, de segunda a quinta nos treinos e na manutenção e, nos fins de semana, nos concursos hípicos. Ela decidiu retornar com a Vivi e o Fê para o Brasil. Eu ficava muito preocupado, porque desde o nascimento da Vivi sempre cuidei muito dela, inclusive nas trocas de fralda, mamadeiras e colocando-a para dormir. Por decisão judicial, a guarda foi concedida para mim. Mesmo assim, eu não teria o direito de morar com a Vivi na Europa. Estava disposto a  abandonar minha vida no exterior e minha carreira profissional para morar no Brasil e e educá-la. Graças a Deus, um dia a Sibele me chamou para conversar e disse que o melhor lugar para Viviane era a meu lado e que concordava que ela viesse morar comigo na Europa.

E o Fernando? Quando e por que ele foi morar com vocês?
O Fernandinho já estava morando com o pai (Fernando Oliva) desde 2009 pelos mesmos motivos que levaram a Vivi a morar comigo. O Fê sempre teve uma ligação muito forte comigo. Eu o considero um filho. A Vivi e o irmão sempre se deram muito bem e sentiam muita falta um do outro. O Fernando é meu amigo e sempre foi um excelente pai. Sabendo que o Fê queria muito ser  jogador de futebol, nós dois tivemos a ideia de trazê-lo para a Europa. Assim ele poderia aprender novas línguas, treinar futebol e, o mais importante de tudo, conviver novamente com a irmã. Sibele apoiou e autorizou a vinda do Fê para morar conosco. Ele fez um teste no PSV Eindhoven e hoje joga em um time chamado Unitas. Quando ele estiver mais preparado, voltará a fazer outro teste no PSV.  

Embora o Fernando não seja seu filho biológico, a relação de vocês parece ser de pai e filho...
Minha relação com o Fê é realmente de pai e filho, mas ele tem um pai muito bom e presente – eles se amam muito. O Fernando (Oliva) vem vistá-lo  sempre. Nesse sentido, tenho o cuidado de não interferir naquilo que só o pai seria capaz. Por isso, embora jamais tenha havido qualquer problema, converso sempre com o Fernando sobre a educação do Fê, principalmente agora em que perdeu a mãe e está na fase pré-adolescente.  

Como é criar as crianças sozinho?
Eu diria que, com amor e dedicação, essa tarefa, embora difícil, não é impossível e muito menos um fardo. Ter como base do caráter uma família unida e de bons princípios, como a que nasci e me criei, dá muita segurança. Sempre tive a maior alegria na função de ''pai-mãe'',  além de receber conselhos de meus pais e familiares. Sempre procuro ajuda profissional de orientadores educacionais e até de psicólogos. Li e leio muito sobre cada fase da vida das crianças para melhor compreendêlas e ajudá-las a se desenvolverem. Fora tudo isso, tenho um grande  apoio da Athina. E serei eternamente grato a Marilda (Ferreira Lima), que desde o nascimento da Vivi me  ajuda diariamente na educação dela. Considero-a da minha família.

O que ensina para Fernando e Vivi?
Educo muito, mas com habilidade. Não quero ser chato, por isso procuro ser rigoroso buscando o bom entendimento com as crianças. Outro aspecto é que sou muito brincalhão e adoro zoar com eles.  Esse jeito descontraído me deixa do mesmo tamanho e facilita muito a comunicação. Escolho com rigor as escolas, converso com os educadores e fico direto plugado em tudo o que fazem na internet. Digo que é fundamental ajudar os outros sempre que possível. Procuro ser um exemplo  para que eles possam seguir.

Quais valores são importantes para você?
Lealdade, honestidade, dignidade, perseverança e humildade, mas o  amor tem de ser a base de tudo. Com ele, vem a amizade, o respeito ao próximo e às diferenças. A formação do caráter e a honestidade são, sem dúvidas, o alicerce para qualquer passo na vida. Mas é no trabalho que  a gente encontra, mais que no dinheiro para sobreviver, a valorização do ser humano e de sua autoestima.

Como é a sua relação com as crianças?
É maravilhosa. Rezo sempre e agradeço muito a Deus por ter me dado a oportunidade de vir ao  mundo e ser pai dessas crianças que tanto amo. Tanto eu quanto a Athina somos muito presentes na vida delas, pois não temos praticamente vida social e nos  recusamos a fazer qualquer coisa que venha representar insegurança ou desconforto para eles.

Athina interfere na educação das crianças?
Athina participa de tudo. Está sempre pronta a ajudar em qualquer coisa que seja necessário, mas não interfere. Com sua tranquilidade, alegria e carinho, ela traz muita harmonia para nossa família.

Como é a relação da Athina com eles?
É excelente! Eles a admiram e a respeitam muito, porque a Athina é carinhosa e muito atenciosa com Vivi e Fernando. Estamos sempre juntos e  fazendo as mesmas coisas.

Qual a coisa mais engraçada que a Athina gosta de fazer com as crianças?
Com Vivi, ela adora preparar biscoitos. Elas fazem uma bagunça que ninguém  imagina (risos)! Com Fê, é muito cômico quando ela tenta jogar futebol, porque é muito desengonçada com a bola.

Você e a Athina têm planos de ter filhos?
Temos planos de ter filhos desde nosso namoro, mas a questão está na escolha do momento certo. Pretendemos  encher a casa de crianças! Quando nos casamos, a Athina tinha apenas 21 anos e eu vivia o momento de criar a Vivi. Ela dizia: 'O Doda vai criar a Vivi, vai  me criar e só depois teremos nenê para criarmos juntos...' Além disso, a Athina não faz hipismo como hobby, ela tem aspirações sérias e se dedica aos treinos  com determinação. Por essas razões, ainda não marcamos a data, mas não está longe.

Cibele Dorsa

Depois do suicídio do noivo, Gilberto Scarpa, 27 anos, em 30 de janeiro, Cibele Dorsa caiu da janela de seu apartamento no 7o andar, no bairro Real Parque, em São Paulo. Horas antes, publicou no Twitter: ''Lamento, eu não consegui suportar a morte nos meus braços,  mas lutei... até onde eu pude''. Em julho de 2008, a atriz já havia sofrido um grave acidente de trânsito, que matou o motorista do carro em que estava o advogado Thiago Moraes Barbarisi, 22. Cibele ficou seriamente  ferida e passou meses em recuperação.

Paixão em comum

Athina e Doda se conheceram por causa de uma paixão em comum: o hipismo. O casal selou a união em dezembro de 2005  com uma cerimônia realizadana cidade de São Paulo.  Com exclusividade para a Contigo!, Doda mostra, pela primeira vez, uma imagem do casamento. Ao longo dos anos, não foram poucas as vezes que Athina foi clicada em momentos carinhosos com Viviane, filha de Doda.

''Assim que as crianças saem para a escola, eu e Athina começamos nossa rotina de treinamento. Passamos de sete a oito horas diárias montando. Vivi chega da aula e vai direto montar  seus pôneis! Depois, vamos para casa e acompanho Vivi nas lições. O Fê já faz seus deveres sozinho. Ele também gosta muito de montar e pratica hipismo duas vezes por semana comigo. nos fins de semana, estamos em competições e eles nos acompanham quase sempre'', conta Doda.

Assim como o marido, Athina também treina intensamente  para competir nas etapas do global Champion tour. ''Levamos uma vida muito 'dura' no hipismo, pois o sucesso nesse esporte exige renúncias a muitos prazeres e uma rotina severa. Não podemos viver em festas e, muito menos, comer à  vontade. Fora isso temos de nos preocupar com a saúde e bem-estar dos animais, o que nos obriga a um acompanhamento constante de suas fichas e performances. Costumo dizer que nossa vida é como a do  circo: nos fins de semana o glamour, o show com a roupa bonita e as apresentações impecáveis. Durante  a semana, a vida nos bastidores é completamente diferente'', analisa Doda.


View the original article here

Nenhum comentário:

Postar um comentário