terça-feira, 24 de maio de 2011

Novo recorde na transmissao de dados


dwdm-solutions-photoA Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos tem 147.093.357 exemplares, entre livros, folhetos, revistas, jornais e outras publicações. Agora imagine que você poder baixar todas essas informações em apenas 10 segundos. Graças a uma técnica que divide a luz em mais de 300 cores dentro de em um feixe de laser, é possível atingir uma taxa de transferência de 26 Terabits por segundo.

A conexão residencial de Internet mais rápida que temos no Brasil, via fibra ótica, é de 0,0001 Terabit por segundo (100 Mega).

Basicamente, o feito foi alcançado com uma série de lasers utilizados para codificar o pacote de informações sobre cada uma das cores do espectro. Usando uma técnica conhecida como divisão de frequência ortogonal multiplexada, se consegue decompor as cores do espectro, e dentro de cada uma delas enviar várias informações, e o conjunto delas é transmitido dentro de um cabo de fibra ótica. Na outra ponta, um decodificador interpreta os sinas contidos nas múltiplas cores e os reintegra pra recuperar a informação.

De acordo com Wolfgang Freude, autor do estudo, a taxa de transferência que se pode alcançar só está limitada pelo número de lasers utilizados no processo. Aliás, o cientista alemão revela que foram realizadas experiências onde se atingiu velocidades de 100 Terabits por segundo. No entanto, o problema dos estudos anteriores reside no elevado custo para empregar esta técnica. Além do custo dos lasers, há o consumo de energia que pode chegar a vários quilowatts.

Por esta razão, Freud e sua equipe examinaram uma perspectiva diferente. Em vez de usar muitos lasers, decidiram usar apenas um para enviar pulsos muito curtos, e dentro desses pulsos se encontra um número de cores, conhecido feixe de frequências. Quando estes sinais são enviados através da fibra óptica, as cores podem ser combinadas para criar cerca de 325 variações, cada uma capaz de carregar informação independente.

Assim, os cientistas descobriram que, com um número menor de cores, poderiam atingir velocidades de cerca de 10 Terabits por segundo. A melhor coisa sobre esta técnica é que, ao contrário de suas antecessoras, tem potencial para ser utilizada comercialmente. A tecnologia usada para recombinar as cores poderia ser implementada em um chip de silício.


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